quinta-feira, 25 de maio de 2017
Divisão Internacional do Trabalho
http://marlivieira.blogspot.com.br/2016/11/divisao-internacional-do-trabalho-dit.html
Fases da Revolução Industrial e suas características
Diferenças entre Capitalismo e socialismo
terça-feira, 4 de novembro de 2014
O Estereótipo africano
Escritora nigeriana de 32 anos, mora nos EUA e na Nigéria. Esteve na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), em 2008ONDE ESTUDOU
Formou-se em comunicações e ciência política na Universidade Eastern Connecticut, em 2001. Fez pós-gradução em literatura criativa na Universidade Johns Hopkins e em estudos africanos em Yale O QUE PUBLICOU
Meio sol amarelo (Cia. das Letras, 504 páginas, R$ 59), lançado no Brasil em 2008. Escreveu também Purple hibiscus e The thing around your neck, ainda não lançados aqui
Chimamanda Ngozi Adichie – É uma visão baseada na catástrofe. A África é vista como um lugar cheio de coisas negativas. Exceto no caso das biografias de Mandela, que realmente não contam, porque são menos sobre a África e mais sobre o perdão mágico que ele concedeu às atrocidades dos brancos, não me lembro de ter visto uma única vez na mídia uma história sobre a África que não era sobre pobreza, aids, morte ou guerra. Há pobreza na África, mas existem pessoas que pensam que a pobreza é tudo o que a África tem.
Chimamanda – Quando falamos de autenticidade, estamos em geral levando em conta uma pureza que não existe. A história de uma criança pobre que está pegando em armas ou de um ditador corrupto é tão válida quanto a história de um camponês de uma pequena vila rural ou de uma família da classe média que trabalha duro para mandar suas crianças para uma boa escola ou de uma trabalhadora urbana que compra um carro ou a de um casal que está discutindo uma relação afetiva complicada. Quem pode dizer que uma dessas histórias é mais “autenticamente africana” que a outra? Com base em que podemos julgar a autenticidade dessas histórias? Quem fará o julgamento? E, mais que tudo, por quê?
lugar. Mas é ridículo pensar que vão salvar a África assim"
Chimamanda – A cultura humana é resultado de uma longa história de trocas. O café surgiu na Etiópia. Isso significa que uma história em que os americanos bebem café não é autêntica porque o café não é originalmente americano? As pessoas que falam em histórias “autenticamente africanas” – e acho estranho que eu nunca tenha escutado ninguém falar de histórias autenticamente americanas ou inglesas – parecem pensar que a África é um lugar que deveria permanecer como um museu para o entretenimento dos outros. Em geral, elas sabem muito pouco sobre a África e, por isso, insistem em fazer uma representação única de suas estreitas visões. É por isso que uma história sobre uma família de classe média ou de ricos africanos é vista como não autêntica. Não existe essa coisa de autenticidade. Isso sempre tem a ver com a mentalidade da pessoa que está dando o rótulo.
Chimamanda – Sempre haverá quem pense que a verdadeira África é uma coisa única e estreita. Quando eu estava na faculdade nos Estados Unidos, um professor uma vez me disse que meu romance não era autenticamente africano. Eu até poderia aceitar que o romance tinha vários problemas, mas não tinha imaginado que eu havia fracassado em expressar algo chamado “autenticidade africana”. Na verdade, eu nem sabia o que era “autenticidade africana”. O professor me disse que os personagens eram muito parecidos com ele, um homem bem-educado da classe média. Meus personagens dirigiam carros, não estavam morrendo de fome. Não eram, portanto, “autenticamente africanos”. Felizmente, tenho encontrado muita gente que não pensa assim.
Chimamanda – As pessoas podem e devem ter permissão para adotar crianças de onde elas quiserem, desde que sejam bons pais. Mas é ridículo pensar que você está salvando um continente ao adotar uma criança. Para ajudar o continente africano, seria melhor, por exemplo, se engajar politicamente na batalha para que os países desenvolvidos acabem com os subsídios a seus fazendeiros e dar mais importância ao comércio com a África.
Chimamanda – Emoção. Atenção à linguagem. Complexidade. Paixão.
Chimamanda – Chinua Achebe (Nigéria), Jamaica Kincaid (EUA), Ian McEwan (Reino Unido), Phillip Roth (EUA), Ama Aita Aidoo (Gana), Toni Morrison (EUA) e Alejo Carpentier (Cuba).
Chimamanda – Passing (Partida), de Nella Larsen (EUA), e The bottom billion (O bilhão da base), de Paul Collier (Inglaterra).
Chimamanda – Jorge Amado é meu favorito. Também gosto de Dom Casmurro, de Machado de Assis, um romance de um jovem que se apaixona por uma menina muito interessante da classe baixa.
Chimamanda – Tive uma ótima passagem pelo Brasil. A Feira Literária de Paraty é uma das melhores do mundo. Também estive no Rio de Janeiro. Meu editor brasileiro e sua família também foram ótimos. Gostaria de voltar e conhecer a Bahia e, talvez, escrever sobre como as contribuições que as culturas primitivas dos escravos africanos ao Brasil têm sido reinterpretadas pela atual geração.
celulares na África
Na África, este é um retrato do que já acontece em diversas regiões, em função da rápida massificação dos celulares. Há oito anos, apenas 5% da população africana possuía um celular. Esse número subiu para 41,4% em 2010. Crescimento tão expressivo fez da África o mercado que cresce mais rápido no mundo, atingindo o dobro do aumento verificado no restante do globo. Hoje, mais pessoas têm acesso à telefonia móvel do que a energia elétrica em países como Moçambique e Quênia. Existem aparelhos que podem ser carregados pelo sol e lojas que vendem tempo na tomada para completar a bateria. Em 2014, estima-se que dois em cada três africanos terão um celular.
A maior inovação vinda da África está na utilização de aparelhos simples para resolver problemas do dia a dia, principalmente usando o popular SMS (short message system). "O celular está mudando a vida das pessoas na África de forma muito mais abrangente do que nos mercados maduros", diz a analista Stephanie Baghdassarian, da consultoria Gartner. Há uma revolução móvel acontecendo no continente africano que pode ser vista nas diferentes formas de transformar um simples torpedo em ferramenta para transferir dinheiro (inclusive entre países, como Inglaterra e Quênia), fazer pagamentos, promover campanhas de saúde pública e mapear conflitos, além de acompanhar o vai e vem dos mercados, tirar empréstimos bancários e até guardar dinheiro em uma poupança. Tudo por SMS.
“A inovação surge da escassez. Esta é talvez a lição mais importante que aprendemos com a expansão dos serviços móveis na África", afirma Ken Banks, desenvolvedor da FrontlineSMS, plataforma de envio massivo de mensagens pelo sinal de celular, utilizada em diversos países do continente para programas de saúde e educação. "Eu não posso usar meu telefone para pagar um táxi em Londres porque tenho muitas outras opções para isso. Mas se estou no Quênia, não haverá um caixa eletrônico em cada esquina e a maioria das pessoas não tem conta bancária. Mas tem um celular", diz Banks.
USO DO CELULAR CRESCE RÁPIDO: Acesso a telefone móvel, fixo e internet na África (por 100 habitantes).
DINHEIRO MÓVEL NO QUÊNIA
Os modelos simples e baratos, que fazem apenas ligações e enviam torpedos, representam a quase totalidade do mercado africano de celulares, devido ao baixo poder aquisitivo da população. Na África Subsaariana, 490 milhões de pessoas vivem em condição de pobreza, segundo a ONU. Incrementados por serviços inovadores, esses celulares baratos se transformam em poderosas ferramentas. "Para desenvolver um sistema massivo de informação na África é preciso que ele envolva SMS", afirma Banks. "Ao optar por uma plataforma online para celulares ou por aplicativos que precisam ser baixados, exclui-se de cara um enorme contingente de pessoas. No Zimbábue, por exemplo, a penetração da internet é de 5%."
O Quênia, país do leste africano, está no topo da inovação móvel no continente. Lá surgiu o programa de dinheiro móvel mais bem-sucedido do mundo, o M-Pesa. Em quatro anos de operação teve a adesão de 35% da população do país (ou 14 milhões de pessoas) e movimenta 17 milhões de dólares por dia. "O M-Pesa criou oportunidade de negócios", disse a INFO Michael Joseph, o criador do serviço. "No início, as pessoas recebiam o dinheiro pelo celular e trocavam por moeda. Depois, passaram a guardar no próprio aparelho e trocar por uma cerveja", diz Joseph.
Além do M-Pesa, há 52 projetos de dinheiro móvel na África, mais da metade do total dos 103 existentes no mundo, segundo a consultoria Amarante. Na América Latina, são apenas 13, e no Brasil ainda estão em teste. O mercado africano é promissor devido ao baixo nível de utilização bancária. "Menos de 5% da população da África Subsaariana tem acesso a bancos", afirma Aiaze Mitha, diretor da Amarante.
Programas que utilizam o celular em áreas como agricultura, saúde e educação se multiplicam, financiados por empresas privadas, doadores internacionais e governos. Em Uganda, o projeto Amigos dos Agricultores, feito em parceria com o Google, envia por SMS técnicas de cultivo agrícola, previsão do tempo e cotações. O Esoko, software de acompanhamento por SMS das cotações do mercado, foi lançado em Gana e se espalhou para oito países da região.
Antes da utilização dos celulares, agentes da área de saúde comunitária do Malavi, pequeno país do sudeste africano, anotavam o estado de saúde dos pacientes e se deslocavam até os hospitais mais próximos, muitas vezes a centenas de quilômetros, para registrar as informações. Hoje, usam o FrontlineSMS Medic, aplicativo que transmite os dados usando mensagens de texto. No Mali, ao norte, uma ferramenta semelhante registra excelentes resultados no combate à desnutrição infantil. Quênia e Uganda usam o Ushahidi, software de mapeamento por SMS, para monitorar casos de carência de medicamentos, no programa Stop Stocks-Out.
Os torpedos se transformaram também em um meio de organização política na África. O principal exemplo é a revolta popular que ocorreu em Moçambique, em setembro de 2010, contra a inflação. Convocado por mensagens SMS anônimas, o movimento chamou a atenção do mundo devido ao poder de mobilização. "Moçambicano, prepara-te para a greve geral contra a subida do pão, água, luz e diversos. Envie para outros moçambicanos. Despertar." A mensagem levou milhares às ruas e forçou o governo a reduzir o preço dos produtos básicos.
O Gartner estima que até 2014 o número de conexões de celular na África deverá crescer 60%, passando dos atuais 530 milhões (duas vezes e meia o total brasileiro) para 724 milhões. A receita das empresas de telecomunicações também deve continuar em alta. Hoje, o total movimentado representa boa parte do PIB dos países africanos. No Senegal é de 9%; na África do Sul, 7,5%; no Quênia, 6%. A média mundial gira em torno de 3%.
O crescimento vai se ancorar na expansão da cobertura da rede e da abertura de novos mercados. "Há muita competição", diz Stephanie Baghdassarian, do Gartner. Alguns países, como a Nigéria, têm até dez operadoras competindo. Ao contrário do Brasil e de outros mercados mais maduros, o setor não é tão regulamentado e só agora surgem as primeiras iniciativas de registro de aparelhos.
As tarifas são mais baratas do que as brasileiras. Enquanto o custo de um pacote básico de celular (25 ligações mais 30 SMS) saía por cerca de 34 dólares no Brasil, em 2009, no Quênia era de 7,50 e na Nigéria de 10 dólares, segundo a ITU (União Internacional de Telecomunicações). Mas o poder de compra é bem menor e o pacote básico corresponde a 23% da renda per capita média na África.
Para servir a um mercado de tão baixa renda, as operadoras precisam oferecer serviços flexíveis. As recargas mínimas de pré-pagos, por exemplo, que atendem a 95% dos usuários, têm valores de 20 meticais em Moçambique (cerca de 1 real) e de 50 nairas na Nigéria (0,50 real), por exemplo. Em muitos países também é possível enviar crédito para o celular de outras pessoas.
DINHEIRO E SAÚDE MÓVEIS
Conheça alguns usos inovadores dos celulares na África
Transferência de dinheiro
O "m" vem de mobile e "pesa" significa dinheiro em suaíli, língua falada no Quênia. O M-Pesa é o primeiro sistema de transferência de dinheiro por celular do mundo a operar em larga escala. Conta com 14 milhões de usuários (35% da população) e transfere 17 milhões de dólares por dia. Funciona assim: após se registrar, o usuário troca dinheiro por e-money, que pode ser enviado para qualquer celular do país e trocado novamente por dinheiro. Lojas, escolas e serviços aceitam e-money. É possível receber dinheiro da Inglaterra, com limite de mil euros por mês.
O mercado no SMS
Criado por uma empresa de software de Gana, o Esoko oferece cadastro de cotações de produtos, como os agrícolas, em várias regiões. O meio é o SMS. Ofertas para compra ou venda são cadastradas e distribuídas para os usuários. Acessível mediante pagamento de uma taxa, o sistema Esoko está em oito países.
Mensagens em massa
Em 2003, Ken Banks estava na África do Sul para criar um método de conectar uma comunidade a um parque nacional e viu no SMS grande potencial para comunicação. Naquele ano, só 5% da população africana tinha celular. Banks criou o FrontlineSMS, plataforma que usa o sinal de celular para enviar torpedos em massa, além de receber e armazenar. Hoje, o sistema é usado para monitorar eleições no Quênia, para lembrar as pessoas de que devem tomar seus medicamentos, para armazenar dados de pacientes no Malavi e para reportar violência contra a mulher no Benin ou contra crianças no Egito.
Mapeamento de problemas
O Ushahidi é um software livre criado no Quênia para mapear casos de violência após as eleições de 2008. Agora é usado em várias partes do mundo. Na Europa, reporta vazamentos de petróleo. No Haiti, localizou vítimas do terremoto. Ushahidi significa testemunho em suaíli. O usuário envia SMS com a localização do incidente. Os dados são georreferenciados e exibidos em mapa.
Programas de saúde pública
A desnutrição infantil no Mali foi reduzida com o auxílio do Pésinet. Os médicos podem monitorar dados de saúde de crianças que vivem em áreas remotas, coletados semanalmente por agentes de saúde e enviados por celular. Quando o estado de saúde é grave, os médicos enviam SMS para os agentes com os nomes das crianças que precisam ser avaliadas pessoalmente.
EXPANDIR A INTERNET É O DESAFIO DE HOJENo Quênia, a Safaricom criou um novo jeito de fazer ligação a cobrar. O toque do aparelho demora mais que o normal, indicando que a pessoa deve ligar de volta. Muitas operadoras também oferecem um tipo de SMS chamado "please call me" (por favor, me ligue), gratuito e acompanhado de anúncio publicitário. Além disso, em muitos países não existe interurbano. As chamadas dentro de qualquer cidade de Moçambique, por exemplo, têm custo local. "Todos esses serviços poderiam ser interessantes em mercados maduros, mas são desenvolvidos em países onde o dinheiro é curto e onde as operadoras precisam tornar seus produtos flexíveis para atrair os consumidores", diz Stephanie, do Gartner.
A África deu um salto direto para os celulares, sem passar pela telefonia fixa. Hoje há apenas um telefone fixo para cada mil habitantes. "Com a falta crônica de infra-estrutura, o único equipamento de comunicação que é acessível e universal é o celular", diz Mitha, da Amarante. Em 2008, o sinal de celular cobria 60% da população.
Um grande problema na África é a expansão da internet, já que menos de 5% da população têm acesso à rede. Devido à falta de infraestrutura para telefonia fixa, necessária para dial-up e ADSL, o 3G e os smartphones podem se tornar o principal meio de acessar a rede. Especialistas em telefonia móvel estão animados e acreditam que a maioria da população africana terá nos celulares seu primeiro contato com a web. "Os smarphones podem ser a única maneira para o usuário africano navegar", diz Stephanie, do Gartner.
Na África do Sul, na Nigéria e no Quênia já começa a surgir mercado para smartphones e internet 3G, mas na maioria dos países do continente o preço dos aparelhos ainda é proibitivo. Para Ken Banks, da FrontlineSMS, a África dará um grande salto quando um smartphone baixar para 30 dólares. "Os modelos mais baratos que se conectam à internet custam 100 dólares. É muito para quem vive com 2 dólares por dia." Quando os preços baixarem, o agricultor que depende do SMS para se livrar do elefante terá à disposição um mundo muito mais rico e interativo.
• 41% é a penetração dos celulares para cada 100 habitantes na África
• 95% do mercado é de pré-pagos
• 3 países (Nigéria, África do Sul e Quênia) têm a maior concentração de celulares
Compra de terras na África
Estrangeiros já compraram uma Alemanha na África
Compromisso ético com a África
As sugestões para a solução desses problemas sugere sempre a interferência de organismos internacionais, o apoio de ONG's, um olhar de fora, ainda o olhar do colonizador, da civilização ocidental.
Talvez tenhamos chegado num grande impasse. É possível que o modelo capitalista tenha chegado a uma encruzilhada e exista uma outra possibilidade de mundo, diferente do proposto pelo capitalismo.
Um resgate da sabedoria ancestral, o retorno a uma visão de mundo que propugne o equilibrio, associado a modernas técnicas não agressivas e apoiadas a um compromisso ético com a vida pode ser usada na África, para a emancipação dos povos e bem estar de todos.
Os problemas que ocorrem na Africa são fruto de um processo histórico, que ocasionou o rompimento do modo de vida africano.
Esses problemas serão solucionados com o apoio de todos, promovendo uma mudança no que deu errado, alicerçado em base tradicionais africanas. "Há certas tradições que não merecem ser celebradas" lembrou o principe Hamlet; dessa forma nem toda tradição é positiva. O que precisa ser valorizado é a vida, o equilibrio e o bem estar de todos, mulheres velhos e crianças, do ser humano e de toda forma de vida.
Para quem pensa que é utopia, ou conversa piegas, sugiro a leitura do texto de Valéria de Marcos: Construindo alternativas a produção agroecológica através da Mandala.
A professora é doutora pela USP em Geografia, e atualmente é professora da FFLCH, com enfâse em Geografia Agrária.
O trabalho da professora Valéria de Marcos é uma pesquisa sobre alternativas para a produção agrícola na ótica do desenvolvimento local autosustentável.
As práticas defendidas no texto são métodos alternativos de agricultura em respeito ao ambiente, utilizando a permacultura e a agroecologia.
Usando como exemplo o processo de organização e funcionamento da mandala em assentamentos noo Brasil, a autora destaca as pectos realcionados ao cultivo, rotina de trabalho, viabilidade econômica e forma de escoamento da produção.
Retomo dessa forma a discussão iniciada nos comentários do post "O Brasil na África". Lá eu afirmava esperar que a África não seja continuamente um laboratório de atrocidades, mas que seja um lugar de novas possibilidades de valorização da vida.
Isso só é possível com as pessoas certas nos lugares certos. Espero que alguns de nós tenham a possibilidade de encontrarem-se em lugares chave e possam exercer o compromisso ético com o planeta.
Olhar os fenômenos de dentro, compromissado com a vida e amparado pela conhecimento, é uma saída honrosa para enfrentar os problemas na África.
O Brasil na África
Bandeiras africanas
As origens dessas combinações estão no Pan-Africanismo, movimento que propunha a união dos povos africanos, como forma de valorizar a África no contexto internacional.
O movimento teve força ao longo das lutas pela independência na segunda metade do século XX, buscando a unidade política de toda a África e o reagrupamento das etnias divididas pelas imposições dos colonizadores.
Valorizavam a realização de cultos aos ancestrais e defendiam a ampliação do uso das línguas e dialetos africanos, proibidos ou limitados pelos europeus.
A teoria pan-africanista foi desenvolvida principalmente pelos africanos na diáspora americana descendentes de africanos escravizados e pessoas nascidas na África a partir de meados do século XX; no Brasil foi divulgada por Abdias do Nascimento.
Duas diferentes combinações de três cores são referenciadas como as cores pan-africanas: o verde, o amarelo e o vermelho, primeiramente usadas na bandeira da Etiópia.
A Etiópia é um país emblemático no continente africano: foi o único país que não foi colonizado pelos europeus e é o berço do rastafarianismo, um movimento importante para a valorização das ideologias africanas.
Idéia de nação na África
Especialista defende que africanos devem elevar ideia de nação
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Atividade cesta básica 3º anos
Vegetação 1º anos
- Tropófilas: são adaptadas a uma rotação seca, e outra úmida.
- Higróficas: plantas adaptáveis a muita umidade.
- Aciculifoliadas: tem folhas em forma de agulhas, como os pinheiros.
- Latifoliadas: são de regiões úmidas, com folhas largas. Permitindo intensa transpiração.
- Caducifólias: elas perdem as folhas em épocas frias ou secas do ano.
Tipos de vegetação
Floresta Temperada
Ela é típica na zona climática temperada. Surge em latitudes mais baixas. São abertas, com pequena variedade de vegetais. As flores temperadas aparecem na América do Norte e Europa, como a floresta negra (Alemanha).
Floresta de Coníferas
É típica da zona temperada, ocorrendo em altas latitudes.
Abrange o norte da Eurásia. Nas regiões frias, Rússia e Sibéria, desenvolve-se a Taiga,vegetação de coníferas anãs, predominando o pinheiro. Nestas regiões são bem úteis como fonte de matéria-prima.
Floresta Tropical
É típica de climas úmidos e quentes. Surge em baixas latitudes na América, África e na Ásia. As florestas tropicais são ricas em espécies de vegetais. São fechadas e heterogênea, com uma formação vegetal higrófila e latifoliada. Nelas aparecem arvores de grande e médio porte.
Vegetação desértica
São adaptadas a falta de água, que é a situação em climas árido e semi-árido. Por isso, as espécies são xerófilas.
Aparecem em todos os continentes, com exceção da Europa.
Tundra
Vegetação rasteira, formada de liquens e musgos que aparecem na zona próxima as circulo polar Ártico. Crescem nos alagados na primavera e verão. E durante o inverno fica encoberta pelo gelo.
Vegetação Mediterrânea
Se desenvolve em regiões de clima mediterrâneo. É uma vegetação esparsa com características xerófilas e as formações dominantes são os maquis e garigues.
Pradaria
É composta basicamente de capim. Aparece em regiões de clima temperado continental. Embora muito usada como pastagem, é importante pelo solo rico em matéria orgânica. Surge na Europa na Europa Central e na Rússia, nos Pampas argentinos, e nas Grandes Planícies Americanas e na Grande Bacia Australiana.
Estepe
Vegetação herbácea, constituída por tufos ou colônias de plantas afastadas umas das outras, deixando o solo parcialmente descoberto. Surge em climas semi-áridos.
Cobre regiões na Ásia Central, oeste dos Estados Unidos e Argentina.
Savana
A vegetação é variada, com arbustos, plantas herbáceas e gramíneas.
Ocorre em regiões de clima tropical, onde existe estações bem definidas: o verão úmido e o frio seco. Aparece no Brasil, África Centro Oriental.
Nas savanas vive um grande número de herbívoros e amimais de grande porte, principalmente na África.
Em meio a outros tipos de vegetações, podemos encontrar pequenas formações florestais, como:
- mata galeria: é um tipo de mata que fica as margens do rios que cortam o cerrado e a caatinga. Isto ocorre porque às margens do rio, o solo é fértil criando condições propicias para o desenvolvimento da mata.
- capão: surge nas depressões das áreas secas, aonde o nível hidrostático chega próximo a superfície, criando boas condições para se desenvolver a mata, visto que o solo é úmido.
Vegetação no Brasil
O Brasil apresenta várias formações vegetais, devido as diversidades no clima. Temos um território extenso, por isso algumas regiões são ou próximas aos trópicos, ou a linha do Equador. E isso influi no clima, e portanto na vegetação.
No Brasil existe desde grandes florestas tropicais, até formações xerófilas, como a caatinga.
A seguir mostraremos as principais formações florestais no território nacional.
Floresta Amazônica
Possui a maior diversidade em espécies de vegetais e animais do planeta. Formada por plantas latifoliadas equatoriais, a floresta é densa.
O solo está constantemente coberto por camadas de folhas, galhos caídos, frutos apodrecidos, tudo úmido e em decomposição.
A floresta apresenta três estratos:
- Várzea: com vegetação de médio porte, uma área que está sobre inundações periodicamente.
- Caaigapó: áreas com vegetações de pequeno porte, como a vitória régia, pois fica permanentemente alagada ao longo dos rios.
- Caaetê: área que não inunda, possuindo vegetações de grande porte, como a castanheira. É a mais afetada pelo desmatamento e as queimadas.
Floresta latifoliada tropical
Foi grandemente destruída ao longo da história do Brasil. Se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Sofre ação intensa das massas de ar úmido que vem do oceano Atlântico.
Mata de araucárias ou pinhais
Nessa forma de vegetação predomina a araucária angustifólia, espécie que é adaptável ao clima subtropical ou temperado. Se encontra em várias áreas, região Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais.
No interior desse tipo de floresta pode se encontrar erva-mate, canela, cedros entre outros.
Mata dos cocais
Esta formação vegetal se situa entre a floresta amazônica, caatinga e o cerrado. É constituída por palmeiras, destaque ao babaçu, e carnaúba.
Caatinga
O nome caatinga vem do tupi-guarani e significa ‘mata branca’, que é cor predominante na época da seca. A vegetação é xerófila, na qual predomina arbusto caducifoliado e espinhoso.
Cerrado
Sua formação florestal é constituída por uma vegetação caducifólia. Tem uma formação adaptada ao clima tropical, com raízes profundas, casca grossa e galhos retorcidos.
Complexo do pantanal
O pantanal ele agrupa várias formações vegetais em seu interior, dentre elas está a floresta tropical, cerrado e lugares inundáveis.
Por isso o nome de complexo do pantanal, pois é uma floresta de transição, várias formações florestais juntas.
Campos naturais
Tem uma formação rasteira ou herbácea, constituída por gramíneas.
Pode se achar esse tipo de vegetação no extremo sul do país, em poucos pontos do Mato Grosso do Sul e na Amazônia.
Alguns associam a sua origem a solos rasos, temperaturas baixas, áreas sujeitas a inundações ou solos arenosos.
Vegetação Litorânea
No litoral surge vegetação rasteira, que é responsável pela fixação da área, impedindo que seja transportada pelo vento. Os mangues também são comuns, responsáveis pela reprodução de espécies de peixes, moluscos e crustáceos. São áreas inundadas pela água do mar, quando este está em maré alta; e na maré baixa as raízes ficam expostas.
















